Palestra sobre Virtualização com Software Livre

Como havia prometido no post “FLISOL 2008 em Florianópolis - Resumo“, estou postando o vídeo da palestra “Virtualização com Software Livre”, conduzida pelo meu colega Sérgio Cioban. A filmagem ficou tosca, tremida e com detalhes esdrúxulos como um vaso de flores, uma bombona de água, gente passado, uma lixeira, etc. O consolo é que o áudio ficou ótimo, e a palestra do cara é realmente muito boa. Se você ficar tonto e não aguentar assistir ao vídeo, mas gostou da palestra, basta usar o programa YouTube to MP3 Video Converter 2.4 e baixar o áudio da mesma (para quem usa Windows). Faça o download aqui.

Tópicos abordados na palestra:

  • O que é a Virtualização? Como funciona?
  • Diferença entre “para” e “full” virtualization.
  • Como funciona o Xen
  • Os benefícios
  • Case eCentry
  • Como começar a utilizar virtualização

Ubuntu 8.04 LTS não é para os fracos (computadores)

Quando saiu o Ubuntu 8.04 resolvi abandonar o Windows de vez em casa e deixar apenas o Linux no desktop. O pessoal chiou, mas eu não quis saber, comecei a ditadura do pinguim. A minha maninha de sete anos adorou, mas o resto do pessoal não. Principalmente porque o sistema ficou lento, muito lento… O computador que eu tinha em casa( um Semprom 2800+) daria conta do recado, mas a minha placa-mãe queimou. Tive que montar um kit improvisado usando uma 810 (quem é técnico conhece a bomba) com um Duron 950 soldado na placa. Resultado: o pobre processador leva uma surra do novo Ubuntu. Mesmo com 768 MB de memória, o desempenho é muito fraco. A pressão para colocar Windows de volta está grande, e vi que colegas já tiveram o mesmo problema, como o José Vitor, que ficou irritado com o desempenho do novo Ubuntu em um Celeron com 512 de RAM. Ele observou muito bem que a cada lançamento o Ubuntu ocupa mais memória RAM para exibir o básico.

Por hora, vou buscar alternativas para manter o Ubuntu em casa, até porque a Canonical se dá ao trabalho de mandar o CD aqui para casa, então eles merecem um crédito! Em último caso, peço uma ajudinha do Maudy, do Dicas e Truques para Ubuntu Linux, ou do pessoal do Planeta Ubuntu Brasil, pois gente fera no assunto é o que não falta.
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Consumo com apenas com o Firefox e o Pidgin minimizados!

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Os caras gastam quase um Euro (talvez não “eles”, mas alguém paga) para enviar o CD para a minha casa, então vou dar um crédito.

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Ubuntu é a melhor distribuição Linux?

Artigo publicado no blog Gestão TI no dia 28/12/07.

Não tenho dúvidas que a pergunta lançada acima é com certeza uma das mais discutidas em fóruns, blogs ou comunidades. Acredito que para decidir se o Ubuntu é a melhor distribuição Linux ou não, necessitamos primeiramente do questionamento sobre o que cada um precisa. Por exemplo, o Ubuntu pode ser mais útil a uma pessoa que trabalha apenas com o básico: enviar e-mails, editar planilhas e editores de texto. O Ubuntu é extremamente amigável e prático para o usuário leigo. Já para um administrador de redes, pode não ser tão boa opção como distribuições mais tradicionais.

O Ubuntu talvez seja a distribuição mais conhecida no mundo hoje em dia. A palavra UBUNTU (pronuncia-se ùbúntú), vem de um dialeto africano e tem como tradução “humanidade para com os outros”. A distribuição é patrocionada pelo milionário Mark Shuttleworth, o segundo civil a entrar em órbita (pagando 20 milhõs de dólares para o governo russo).

Baseada na distribuição Debian e com atualizações semestrais, o Ubuntu encontra-se atualmente na versão 7.10 (Gutsy Gibbon). Dentre os principais motivos para essa liderança entre as distribuições linux, estão a facilidade de instalação, uso e aquisição do sistema. Para termos uma idéia, qualquer pessoa do mundo pode solicitar gratuitamente junto ao site https://shipit.ubuntu.com/ o CD de instalação, que em menos de quatro semanas o terá na sua residência, sem qualquer tipo de burocracia .

Ao observarmos a logomarca, percebemos que trata-se de três pessoas, de raças diferentes, unidas em círculo e com os braços dados (provavelmente uma alusão ao negro, branco e amarelo).
Para o primeiro contato com uma distribuição Linux, o Ubuntu destaca-se pela utilização do sistema através do CD-ROM. Em poucas palavras, ao configurar o boot de seu computador com o CD-ROM, em aproximadamente cinco minutos (depende da capacidade de cada hardware), o Ubuntu reconhece os componentes mais básicos do seu computador (placa de rede, som, fax modem, vídeo) e com a utilização da memória RAM, disponibiliza sua interface gráfica para o usuário interagir. Pelo fato dele utilizar a memória RAM e o CD-ROM para iniciar o ambiente gráfico, o sistema ficará lento. Para solucionar o problema, no desktop haverá um ícone de instalação do sistema no disco rígido (HD), como é feito no Windows. Deste modo, antes de qualquer coisa, faça o backup de suas informações por segurança, em CD ou DVD por exemplo.

Mas o Ubuntu não se limita apenas a uma única distribuição ou versão para desktop’s. Além da versão Ubuntu Server (destinada para servidores), paralelamente existem outros projetos chamados de Edubuntu, Kubuntu, Xubuntu, Gobuntu e Fluxbuntu.

Ubuntu Server - Versão do Ubuntu destinada a servidores, sem ambiente gráfico pré-instalado. O Ubuntu Server é recomendado para o usuário avançado de Linux.
Edubuntu – Desenvolvido para ambientes escolares, afim de auxiliar o professor com pouca habilidade em linux, a instalar as distribuições em seu laboratório e interagir com os alunos. Isto é possível graças a alta capacidade de gerenciar configurações, usuário e processos. Ele é desenvolvido com a colaboração de professores e técnicos de várias partes do mundo.
Kubuntu – Basicamente, este projeto é a mesma coisa que o Ubuntu. O que difere um do outro é o ambiente gráfico adotado por cada distribuição. O Ubuntu utiliza como padrão o ambiente GNOME. Já o Kubuntu, utiliza o KDE. Para solicitar o CD gratuitamente, acesse o link https://shipit.kubuntu.org/
Xubuntu - Basicamente, este projeto também é a mesma coisa que o Ubuntu. A diferença principal é que o Xubuntu utiliza o ambiente gráfico XFCE, que roda facilmente em computadores que possuem pouco processamento e memória RAM. Uma boa distribuição para computadores mais antigos.
Gobuntu – É basicamente o mesmo ambiente desktop do Ubuntu, mas com restrições muito mais rígidas quanto ao licenciamento dos componentes de tudo que é incluído nele, removendo até mesmo itens que seriam permitidos pelas Debian Free Software Guidelines, além de aplicativos, drivers, firmware, PDFs, vídeos, sons, e outros arquivos que não possam ser considerados plenamente livres.
Fluxbuntu – Essa distribuição está fresquinha no mercado, pois foi lançada em Outubro de 2007. O objetivo de sua criação é proporcionar ao usuário que possua uma máquina antiga leveza, produtividade, agilidade e eficácia. O Fluxbuntu utiliza como ambiente gráfico o Fluxbox, considerado extremamente leve e rápido.
Veja no link abaixo um interessante comparativo entre várias versões de Linux, entre elas o Ubuntu, muito bem elaborado:

Urnas Eletrônicas + Linux = Liberdade, Qualidade e Confiabilidade

Estava eu fazendo como quase todo brasileiro que está frente à TV com um controle remoto na mão e alguns poucos canais de TV a cabo, trocando emissora por emissora até achar algo que prestasse! E acreditem, achei uma notícia boa que aqui trago para compartilhar para os que ainda desconhecem. Trata-se da migração do Sistema Operacional Proprietário Windows, utilizado em todas as urnas eletrônicas do país, para o Sistema Livre Linux. A novidade vai render além de transparência a sociedade brasileira, uma economia imediata de até 4 milhões de reais. Para os próximos 10 anos, estima-se que a economia será de aproximadamente 15 milhões de reais.

As primeiras urnas eletrônicas utilizaram dois Sistemas Operacionais: O VirtuOS e o Windows CE. Acontece que ambos os sistemas não são passíveis de auditoria, o que bate de frente com o artigo nº 66, da lei 9504, de 1997, que garante aos partidos o direito de conhecer, antecipadamente, “os programas de computador a serem usados na urna eletrônica”. Para se ter uma idéia, o novo sistema Windows CE possui 2 milhões de linhas de código e ainda as armadilhas que a Micro$soft coloca para impedir a leitura correta do código.

Além do sistema de votação, o Linux será usado na totalização dos votos, transmissão de dados e na divulgação dos resultados das eleições. A versão do Sistema Livre será desenvolvida pela equipe técnica do próprio TSE (Tribunal Superior Eleitoral) e ainda não possui um nome.

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Em 2008, você votará com o Pingüim Tux para Prefeito! ehehe

 

Um pouco sobre o bom e velho Kurumin

Olá pessoal, andei me ausentando nessas últimas semanas, pois estou dedicando-me a estudos na tentativa de passar para o funcionalismo público.
Deste modo, na minha volta resolvi fazer a primeira postagem para o InfoNeural falando do Linux Kurumin, uma distribuição Linux 100% brasileira,  idealizada por Carlos E. Morimoto.

Antes de falar desta distribuição que tem inúmeros seguidores Brasil a fora, vou contar um pouco da história de Morimoto, que começou a programar aos 7 anos e aos 13 já trabalhava com manutenção de micros. Aos 17 anos publicou seu primeiro livro. “Humildemente” ele se julga autodidata. Para finalizar, Carlos Morimoto possui um portal eletrônico, o Guia do Hardware  e em 2007 foi eleito pelos usuários do BR-Linux como Personalidade da Comunidade Livre Nacional.

Bem, o foco deste artigo não é apresentar ao leitor soluções ou dicas deste Sistema Operacional, mas sim passar um pouco da experiência como usuário iniciante de Linux que sou, para quem está desejando entrar neste mundo e está confuso por causa de tantas distribuições que existem no mercado. Kurumin é uma palavra da língua Tupi Guarani e seu significado é “Criança” ou “Jovem Menino”. No início, era para ser uma distribuição somente para uso pessoal de Morimoto, mas quando este resolveu disponibilizar em seu site, muita gente mostrou interesse e incentivou Morimoto a seguir o projeto que está estacionado na versão 7.0.

Dentre às inúmeras vantagens do Kurumin, posso destacar:

  •  a fácil aquisição do Sistema através do site;
  • a utilização do CD de instalação com Live CD (Live CD significa carregar todo o Sistema Operacional através do CD, sem a necessidade de instalar em seu HD);
  • a enorme facilidade de instalação (ele é de tão fácil utilização que parece que o Carlos Morimoto está ao meu lado, ensinando a instalar e utilizar as ferramentas);
  • o fato de usar o KDE como interface (KDE no meu ver é o ambiente mais amigável para um usuário iniciante).

Outro fator que me fez crer que o Kurumin é a versão mais aconselhável para um usuário inexperiente em Linux é a sua pagina , que possui um fórum com Tópicos de dúvidas/dicas de usuários de vários níveis de todo o Brasil.

Atualmente, o projeto está estagnado na versão 7.0R3 Final, publicada em 18 de Junho de 2007. Segundo fontes do portal Guia do Hardware, diante de inúmeras distribuições de qualidade para Desktop (Ubuntu, Suse, Fedora), o projeto Kurumin passou a segundo plano para Carlos Morimoto, que de tão desanimado chegou a ponto de desistir do projeto. A partir disso foi sugerido que o Kurumin passasse a ser baseado na tecnologia Ubuntu e o projeto já está em andamento. O Kurumin passará a ser chamado de Kurumin NG.

Agora é esperar pra ver!
Abraço a todos!

Download do Kurumin -> http://www.guiadohardware.net/gdhpress/kurumin/#download

Abaixo segue uma pequena amostra da fácil e intuitiva utilização do sistema operacional Kurumin 7.0:

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Este é o desktop quase “virgem”. Para incrementar, inclui a barra horizontal e vertical.

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A primeira janela que aparece após a utilização do sistema tanto pelo modo LIVE CD como após instalação no HD é um “jabá” do Morimoto apresentando seus livros sobre kurumin, mas também aponta links com soluções de problemas e guias para aprendizagem. Vale lembrar que todo o material é 100% em português.

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O “SuperKaramba” é um software para inserir as barras no desktop. Clicando na opção “Mais temas” você pode baixar outros temas que estão disponíveis em servidores. O próprio sistema faz o apt-get e instala automaticamente.

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Esta tela é o painel de controle. Novamente é muito intuitivo! A última opção “Intalar Kurumin no hd” é um modo totalmente gráfico e muito amigável (até parece que o Morimoto está do meu lado me instruindo a instalar) que ajudará você a instalar o sistema em seu Disco Rígido.

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Esta tela foi acessada dentro do Painel de Controle. Seria o Adicionar/Remover programas do Windows XP. Como se pode observar, o ambiente além de bonito têm suas funções muito bem distribuídas.

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Devemos valorizar o que é nosso e diga-se de passagem que o Kurumin é muito bom! Parabéns Morimoto!

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