Governança de TI - Microsoft Operations Framework (MOF)

Artigo publicado no blog Gestão TI, dia 13/11/07.

O MOF é um guia desenvolvido pela Microsoft, que contém uma série de práticas para melhorar o nível dos serviços e processos de um ambiente de TI.
Ele é baseado no ITIL e divide o ciclo de vida dos processos em quatro quadrantes (é como se fosse um PDCA para TI):

  • Alteração
  • Operação
  • Suporte
  • Otimização

O quadrante de alteração visa a revisão dos processos de acordo com o planejamento. O que está dando certo e o que precisa ser melhorado nos procedimentos? É nessa etapa que são feitas as modificações nos fluxos de operações que serão colocados em prática posteriormente.

No quadrante de operação é que será verificada a eficácia dos processos e as alterações que venham a ser feitas no quadrante de alteração, ou seja, a hora de colocar a mão na massa.

O quadrante de suporte diz respeito ao registro dos problemas dos usuários ou falhas nos processos, em que os profissionais de TI terão as ferramentas necessárias para relatar as ocorrências para que essas possam ser corrigidas e os processos otimizados, que é a última etapa do ciclo.

O quadrante de otimização, na minha opinião o mais importante, é o (re)planejamento. Ele reúne todas as informações de desempenho e falhas das operações e busca soluções para a melhoria do ambiente de TI para os usuários e profissionais. No planejamento, além de buscar as melhorias nos processos já existentes, se tem a oportunidade de identificar novas necessidades e oportunidades, com a proatividade necessária para alcançar a excelência do funcionamento do ambiente.

Os links abaixo trazem informações muito mais completas sobre o tema(a imagem dos quadrantes foi extraída do site do Cléber Marques):

http://www.microsoft.com/brasil/technet/itsolutions/cits/mo/mof/default.mspx

http://www.clebermarques.com/index.php?secao=mof

Greenwashing

Artigo publicado no blog Gestão TI, dia 26/12/07 

O termo é novo, e eu tive conhecimento dele essa semana, na revista Superinteressante de dezembro. Ele quer dizer lavagem verde, na tradução do inglês. Este é o neologismo que estão usando para designar empresas que gastam rios de dinheiro para o seu “esverdeamento”, ou seja, marketing de que preservam o ambiente e são ecologicamente corretas. Estas empresas gastam mais nas campanhas de marketing do que na preservação de fato.

O greenwashing é uma consequência direta dos focos de histeria coletiva em torno do aquecimento global. As empresas perceberam que o “eco” está na moda e vai ser mais vendável nos próprios anos e já estão tratando de investir na imagem, pois quem não se adequar ao verde pode ser crucificado futuramente. Neste caso, vamos precisar de atenção para diferenciar quem vende de quem faz.

O profissional de TI deve estar atento a todas as movimentações neste assunto, porque a adequação ao verde é uma necessidade para a TI, e não apenas mais uma forma de ganhar dinheiro. A escassez de energia afeta diretamente o setor de tecnologia, e a escalada do consumo já está se mostrando acima do que as fornecedoras podem suprir. A TI verde foi apontada em diversas pesquisas, inclusive do Gartner, como uma das mais fortes tendências para 2008.

Postagens antigas sobre o tema TI Verde(Blog Gestão TI):

O papel do Gestor de TI

Artigo publicado no blog Gestão TI, dia 23/11/07 

O primeiro passo de um Gestor de TI para executar um projeto de melhoria do ambiente é conhecer a estrutura tecnológica da empresa. Traduzindo: uma auditoria de Hardware e Software completa e constantemente monitorada. Dependendo do tamanho do ambiente, a auditoria pode ser feita até mesmo em uma planilha de Excel. Se esse não for o caso, existem alternativas gratuitas e proprietárias no mercado(ex: alloy inventory e traumazero, respectivamente), para empresas de todos os tamanhos. Conhecendo a estrutura do parque, o ideal é que o Gestor faça com que ele seja o mais homogêneo possível, para facilitar substituições, upgrades e suporte. Com os dados dos inventários em mãos, o gestor tem a possibilidade de fazer um planejamento de aquisições e upgrades com muito mais precisão, evitando desperdício de recursos financeiros.

Também é muito importante a escolha das tecnologias que serão utilizadas. Usar Windows ou Linux? Office ou Openoffice? Aplicativos gratuitos ou proprietários? Cada software deve ser escolhido de forma que atenda as necessidades dos usuários. Muitas vezes aplicativos gratuitos atendem os requisitos, mas a falta de suporte e de perspectiva de atualizações pode tornar a utilização problemática e gerar transtornos para usuários e TI. Na aquisição de Hardware também devem ser tomados os devidos cuidados, para mensurar configurações que não fiquem aquém e nem muito além do que os usuários precisam. Computadores montados ou de grife? No caso de estações, computadores montados podem até atender perfeitamente as necessidades, mas se tratando de servidores não é a alternativa mais aconselhável.

Para tomar esse tipo de decisão o Gestor deve ter um forte embasamento teórico e estar sempre em contato com as novas tecnologias, pois não adianta seguir sempre o passo das novidades que aparecem, é preciso ter certeza da qualidade das ferramentas que serão integradas ao negócio.

Em uma metodologia que é válida para qualquer ambiente de TI, o Gestor deve planejar melhorias se apoiando sempre nos seguintes objetivos:
Melhorar a Eficiência – a melhoria de desempenho do ambiente de uma maneira geral (rede, estações, banco de dados, etc.) vai permitir que se faça mais em menos tempo.
Melhorar a Segurança – as informações da empresa muitas vezes podem ser vitais para a sobrevivência da mesma, e por isso é muito importante uma política efetiva de segurança, desde a aquisição de softwares que evitem os malwares até a educação dos usuários. Dentro de segurança a atenção deve estar voltada também aos backups, que permitirão a recuperação de informações que porventura sejam perdidas. Também é dentro da área de segurança que fica o planejamento de continuidade dos negócios. Se acontecer um desastre que destrua as instalações e/ou equipamentos da empresa, ou até mesmo uma simples queima de disco de um servidor, como proceder? Todas estas questões devem estar na pauta do Gestor, mesmo que sejam situações hipotéticas.
Melhorar a Conectividade – facilitar a navegação e conexão do usuário aos diversos sistemas, mas sem descuidar da segurança. A grande maioria das empresas já utiliza redes sem fio, mas poucas cuidam da segurança. Dados importantes trafegam na rede sem fio? Então a criptografia deve ser adotada. Existem funcionários que trabalham em casa? Que seja implantada uma solução de VPN. Os Gestores devem sempre estar atentos a todas as conseqüências da melhoria da conectividade, assim como os usuários devem ser conscientizados dos perigos que elas acarretam.
Como conseqüência da aplicação do tripé de eficiência descrito acima, o ambiente terá uma alta disponibilidade, que é o objetivo primordial de qualquer Gestor de TI.

Outro fator muito importante da gestão de um ambiente de TI é a comunicação com os demais setores da empresa. O tempo em que o CPD ficava isolado da empresa acabou, assim como o isolamento dos seus profissionais, que pouco lidavam com as pessoas dos demais departamentos. O perfil do Gestor de TI mudou muito e hoje exige muito mais habilidades de gestão de negócios e relações humanas do que em um passado muito próximo. Na atualidade não basta o ambiente funcionar bem, a TI precisa estar alinhada ao negócio, buscando constantemente novas formas de agregar valor e cortar custos. É justamente por isso que o Gestor precisa entender de negócios: as negociações e renegociações contratuais com fornecedores de produtos e serviços serão constantes.

Sistema de controle de rotinas e operações - MT OPERA

Artigo publicado no blog Gestão TI, dia 03/10/07 

Um sistema de controle de rotinas e operações é algo relativamente simples, mas que pode fazer muita diferença dentro de um ambiente de TI. Como controlar e melhorar os procedimentos que são executados rotineiramente, como por exemplo backups, atualizações de softwares e manutenções preventivas?

Este controle pode ser feito através de uma agenda, ou até de uma planilha eletrônica, mas se não existir uma cultura de consultar e alimentar estes recursos, dificilmente este sistema fornecerá dados relevantes para a tomada de decisão.

Apresento uma solução de software que roda via web da Multitask Consultoria, o MT-OPERA, que permite o cadastro de diversos itens: usuários, clientes, tarefas, periodicidade, agendamento, duração, servidores etc. O executor da tarefa inicia a execução e pode dar um parecer sobre qualquer evento que aconteça durante a execução, ou até mesmo a impossibilidade de cumprir a atividade. Também é possível fazer o upload dos procedimentos detalhados de cada tarefa, o que permite que qualquer pessoa especializada, mas que nunca tenha executado o processo, tenha um passo-a-passo para a execução da operação.

A operação adequada do programa permitirá ao gestor tomar decisões de acordo com os relatórios gerados, como por exemplo:

* Quanto tempo é gasto em operações rotineiras.

* Se determinada operação consome muito tempo e traz pouco valor ao negócio, devemos pensar em formas de automatizar esta tarefa.

* Conhecendo os problemas da operação, podemos tomar decisões de melhoria e prevenção, já que a operação de uma maneira geral, trata da execução de procedimentos de prevenção, evitando que o problemas alcancem um patamar que prejudique o funcionamento da área de TI.

Screenshots (clique nas imagens para visualizar em tamanho real)

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