Setor de TI do Brasil recebe investimentos

As empresas de TI brasileiras estão se reforçando financeiramente com aportes de capital (investimentosterra_conectada.jpg externos, incentivos, fusões) para tentarem competir de igual para igual com as empresas Indianas, as grandes vedetes globais do setor de serviços na área de tecnologia. Um exemplo forte disso é o investimento de 100 milhões de dólares que a gigante japonesa Mitsubishi fez na brasileira Politec.

Com esse investimento, a Mitsubishi passa a ser dona de 25% do capital da Politec, além de impulsionar a internacionalização da empresa brasileira. A Politec se tornará fornecedora de serviços tecnológicos para 500 empresas do grupo japonês, em 80 países, além de abrir uma filial no Japão. Além disso, a Politec vai ampliar sua presença na América Latina comprando outra empresa da região.

Infelizmente, o Brasil está entrando no mercado mundial com muito atraso, talvez até demais, mas com investimentos de meio bilhão de dólares no último ano, parece querer recuperar o tempo perdido. O mercado mundial de terceirização de serviços na área de tecnologia é de 70 bilhões de dólares, e hoje os indianos têm uma fatia deste bolo 100 vezes maior do que a nossa(240 milhões brasileiros contra 24 bilhões de dólares de faturamento das empresas indianas).

O mercado brasileiro de TI está muito pulverizado, e para competir no mercado internacional uma empresa precisa de volume, e aí está a maior importância dos investimentos nas empresas brasileiras. Outros grupos que estão se beneficiando dessa onda de investimentos, além da já citada Politec, são a CPM Braxis (96 milhões de dólares) e a Promon Tecnologia, que se uniu a britânica Logicalis, em um negócio de 77 milhões de dólares.

Um fato muito noticiado no mês de março foi a criação da empresa Virtus, uma união de sete empresas de pequeno porte da área de software e serviços de infra-estrutura, buscando a tal envergadura que mencionei no parágrafo anterior.

O governo contribuiu com a desoneração de encargos de empresas exportadoras e uma política voltada ao setor, uma das prioridades do BNDES. A BRQ Informática, por exemplo, recebeu 56 milhões de reais de investimento. O que tem atrapalhado a expansão brasileira é o alto custo do real, que diminui a competitividade dos serviços prestados pelas nossas empresas. Outros obstáculos a serem superados para as empresas brasileiras vencerem na área da prestação de serviços de tecnologia são as já conhecidas barreiras do idioma e também os encargos trabalhistas do Brasil, extremamente altos mesmo com a recente redução dos mesmos.

Referência: matéria “Prontas para Decolar”, publicada na revista EXAME de 4/6/2008 – edição 919.

SAS - uma das empresas que inspiraram o Google

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A SAS (Statistical Analysis Software) é uma empresa atípica da indústria tecnológica, que se destaca pelos seguintes fatores:

  • é líder no seu segmento, que é o desenvolvimento de softwares na área de Business Inteligence(BI);
  • tem a menor jornada de trabalho do seu segmento(35 horas semanais);
  • desde 1998 está entre as melhores empresas para se trabalhar dos Estados Unidos;
  • jamais teve prejuízo, e o faturamento em 2007 foi superior aos 2,1 bilhões de dólares;
  • rotatividade anual de 4% (20% é a média na indústrias de tecnologia);
  • para cada vaga aberta, surgem 200 candidatos;
  • média de faltas por funcionário baixíssima (2,5 dias por ano);
  • é a maior empresa privada de softwares do mundo.

O que propicia este sucesso? Valorizar as pessoas e não os números. Essa fórmula é conhecida por todos, só que na prática poucas empresas passam do discurso. Vejam o que a SAS faz para atrair os melhores profissionais do mercado:

  • a sede da empresa é um Campus de 1,2 Km quadrados, localizado em Cary, na Carolina do Norte. Possui 3000 obras de arte, piscina semi olímpica, campos de golfe, quadras de tênis, academia, ginásio, trilhas para corrida, tinturaria, cabelereiro, clínica hospitalar, etc. Sua estrutura é inigualável, mesmo para as empresas do Vale do Silício;
  • o fundador, “Dr” Goodnight (como é conhecido), mora na sede, é programador, e ajuda os colaboradores da empresa a resolver problemas de programação;
  • os prédios têm no máximo seis andares, e a maioria dos funcionários tem a sua própria sala;
  • a empresa foi fundada a 32 anos, e não abriu o capital. A idéia é ter um ambiente que estimule a criatividade das pessoas, e o fato de não abrir capital evita interferências no estilo de gestão;
  • creches subsidiadas, tratamento médico gratuito;
  • não pretendem comprar outras empresas para acelerar a expansão. A proposta é investir cada vez mais nas pessoas;
  • não há funcionários terceirizados, todos se sentem donos da empresa.

Quem não gostaria de trabalhar em uma empresa desse tipo? Um exemplo a ser observado e seguido. Não na sua totalidade, é claro, mas cada empresa pode aproveitar algo.

Referência: a matéria “É uma cidade? Não. É uma empresa”, publicada na revista Época Negócios de Abril de 2008.

5 de Junho, Dia Mundial do Meio Ambiente - O que a TI pode fazer para contribuir com a sustentabilidade?

A sustentabilidade ambiental é um tema que está em foco nas discussões da sociedade, alcançando todos osfaca_a_sua_parte.jpg setores da economia. A área de TI pode não ser o setor que mais utiliza recursos, mas também precisa estar preparada para responder aos anseios dos acionistas e da sociedade, estudando formas de contribuir para a sustentabilidade. De que forma a TI pode contribuir? Exemplo simples e que todos já conhecem é a adoção de medidas para a economia de recursos energéticos, como a utilização de monitores LCD ou thin clients, por exemplo. Outra medida pode ser a adoção da Virtualização e da consolidação de servidores, controle de cotas de impressão, fax digitais, controle na destinação dos resíduos e suporte para todas as outras áreas na adoção destas medidas.

As empresas também podem seguir as normas de uma ISO 14001, e até buscar formas de ganharem dinheiro com projetos de consciência ambiental, já que ninguém vai adotar esse tipo de medidas apenas por altruísmo, sempre existem interesses de marketing e financeiros, até porque o objetivo das empresas é o lucro e não poderia ser diferente. Só não podem cair na armadilha do Greenwashing.

Relembrando as tendências da TI para 2008, segundo o Gartner:

1. TI verde

2. Comunicações unificadas

3. Modelagem de processos de negócios

4. Gestão de metadados

5. Virtualização 2.0

6. Mashups e Composite Applications

7. Plataforma web (software como serviço)

8. Fábrica de computação

9. Real world web (mobilidade)

10 Social software (web 2.0)

Entre as dez, duas diretamente ligadas a Sustentabilidade, e a TI Verde está em primeiro lugar!
Sobre a Virtualização - o número de Servidores Virtualizados em 2005 era de aproximadamente 1,4 bilhão. Em 2010, serão 7,9 bilhões. A participação no parque mundial passará dos 5% em 2005 para 15% do total em 2010. É muita coisa!
Sobre a TI verde: Fornecedores de hardware já estão criando suas linhas “verdes”. A grande maioria dos profissionais de TI tem o assunto na pauta, ou pelo menos já estão cientes dele.

  • Os motivos?

Requisitos regulatórios - vai chegar um tempo que economizar recursos será lei.

Responsabilidade corporativa - os profissionais de TI sofrerão pressões de todos os lados, de diretores a acionistas.

Preocupação com a disponibilidade de energia - a escalada atual do consumo se mostra acima do que as fornecedoras de energia podem suprir.

Melhorar a imagem da empresa - a redução de emissão de CO2 e redução do consumo de energia faz bem a imagem da empresa.

Gerenciamento de projetos - Ricardo Vargas

Planejar é preciso. Tudo que é planejado fica melhor, seja um blog, um projeto, ou um projeto de blog(porque não?). Uma das áreas mais focadas no Tecnólogo em Gestão da Tecnologia da Informação é a de Projetos. Elaboração, Gerenciamento, Implementação, etc. Eu acho tudo isso muito chato, mas está provado por “A + B” que com planejamento é economizado dinheiro, tempo, stress.

Um dos motivos que me fizeram adorar os podcasts e vídeos de entrevistas do Ricardo Vargas, uma das maiores autoridades em Gerenciamento de Projetos do Brasil, é que ele transforma uma coisa chatíssima para mim em algo palpável, necessário, usando uma linguagem franca e até engraçada. O Ricardo conta em entrevista para a Microsoft (disponível no site dele) que o brasileiro é um povo criativo e empreendedor, mas é muito “fazedor” e pouco “planejador”.

No site do Ricardo Vargas tem um vasto material na área de Gerenciamento de Projetos: os vídeos e podcasts que já citei, além de artigos, papers e outros arquivos, tudo disponibilizado gratuitamente depois de um cadastro.

Escute alguns podcasts que estão no site(clique para ouvir, ou botão direito e “salvar como” para baixar):

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Leia também este ótimo artigo do Efetividade.net, que fala mais sobre a carreira em Gerenciamento de Projetos e também dos ensinamentos do Ricardo Vargas.

Governança de TI - Microsoft Operations Framework (MOF)

Artigo publicado no blog Gestão TI, dia 13/11/07.

O MOF é um guia desenvolvido pela Microsoft, que contém uma série de práticas para melhorar o nível dos serviços e processos de um ambiente de TI.
Ele é baseado no ITIL e divide o ciclo de vida dos processos em quatro quadrantes (é como se fosse um PDCA para TI):

  • Alteração
  • Operação
  • Suporte
  • Otimização

O quadrante de alteração visa a revisão dos processos de acordo com o planejamento. O que está dando certo e o que precisa ser melhorado nos procedimentos? É nessa etapa que são feitas as modificações nos fluxos de operações que serão colocados em prática posteriormente.

No quadrante de operação é que será verificada a eficácia dos processos e as alterações que venham a ser feitas no quadrante de alteração, ou seja, a hora de colocar a mão na massa.

O quadrante de suporte diz respeito ao registro dos problemas dos usuários ou falhas nos processos, em que os profissionais de TI terão as ferramentas necessárias para relatar as ocorrências para que essas possam ser corrigidas e os processos otimizados, que é a última etapa do ciclo.

O quadrante de otimização, na minha opinião o mais importante, é o (re)planejamento. Ele reúne todas as informações de desempenho e falhas das operações e busca soluções para a melhoria do ambiente de TI para os usuários e profissionais. No planejamento, além de buscar as melhorias nos processos já existentes, se tem a oportunidade de identificar novas necessidades e oportunidades, com a proatividade necessária para alcançar a excelência do funcionamento do ambiente.

Os links abaixo trazem informações muito mais completas sobre o tema(a imagem dos quadrantes foi extraída do site do Cléber Marques):

http://www.microsoft.com/brasil/technet/itsolutions/cits/mo/mof/default.mspx

http://www.clebermarques.com/index.php?secao=mof

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