Dica de filme: Firewall - Segurança em Risco

firewall.jpg Confesso que não estava com nenhuma vontade de assistir este filme, devido as críticas e comentários negativos que tinha ouvido sobre ele. Acontece que para um trabalho de Faculdade, requisitado na matéria de Segurança da Informação, fui obrigado a assisti-lo e acabei gostando. A trama tem alguns clichês e força muito a barra na última parte, mas a utilização de recursos tecnológicos e os conceitos de segurança que são mostrados são o ponto alto do filme. Você pode ver o tiozão Harrison Ford criando regras no firewall, usando GPS num momento crucial do filme, o sistema de segurança do banco com cartão magnético, token, biometria, etc. É bem aplicável na área de segurança da informação.

Elenco: Virginia Madsen (Beth Stanfield), Robert Patrick (Gary Mitchell), Alan Arkin (Arlin Forester), Paul Bettany (Bill Cox), Robert Forster (Harry), Harrison Ford (Jack Stanfield), Mary Lynn Rajskub (Janet Stone), Carly Schroeder (Sarah Stanfield), Jimmy Bennett (Andy Stanfield)

Sinopse do Filme: Chefe de segurança de banco tem que passar por cima de seus próprios homens para conseguir o dinheiro que os seqüestradores de sua família exigem pelo resgate. Para piorar a situação, os criminosos armam um plano para incriminá-lo.

O elenco do filme é bom, mas mal aproveitado. O Harrison Ford, como sempre e apesar de ser apenas o chefe de segurança do banco e um expert em redes, distribui os seus sopapos e trucida os bandidos. Mas como disse antes, o legal são os detalhes relacionados a tecnologia e segurança da informação:

  • Aparece uma dívida de jogos online de 95.000 dólares do Jack(Harrison Ford) porque os bandidos usam os dados que acharam no lixo do cara(pouca gente se preocupa com isso);
  • A senha do sistema de alarme da casa do Jack é lark(o nome do barco da família), ou seja: “casa de ferreiro, espeto de pau”. Lembrem-se: O cara é chefe de segurança de um Banco!
  • Os bandidos usam muitos recursos para monitorar os passos do Jack: escuta, microcâmera nele e sistema de câmeras na casa, celular clonado, computador do trabalho invadido e monitorado, etc.
  • Os acessos aos sistemas e perímetros principais do banco necessitam ora de cartão magnético e senha, ora biometria, mas os registros de filmagens ficam guardados por apenas 15 dias e aparentemente não tem backup!
  • Em uma parte do filme, o Jack encontra os bandidos depois de acessar via web a localização do GPS instalado na coleira do seu cachorro(não me perguntem porque os caras levaram o cachorro junto);
  • E tem algumas partes curiosas(no mínimo) ou até mesmo inverossímeis: em determinado momento do filme o Jack sabota temporariamente o sistema de câmeras dos bandidos usando um carrinho de controle remoto. Mas a parte mais fantástica/absurda do filme é quando o jack usa um scanner de fax conectado a um iPod para armazenar os 10000 códigos de contas bancárias que estão sendo exibidos em uma console! Difícil de acreditar.

Veja o trailer:

Filme: Revolution OS

Post publicado no blog Gestão TI, dia 26/11/07

Este documentário conta com a participação de alguns dos maiores nomes do mundo do Linux e Software Livre, como Linus Torvalds, Richard Stallman, Eric Raymond e Bruce Perens. É muito interessante conhecer como surgiram as principais correntes e linhas de pensamento de uma da forças niveladoras que está tornando o mundo plano. O filme acompanha o surgimento do software livre, do Linux, das primeiras empresas do ramo que se dispuseram a enfrentar o mercado global e a dificuldade que estas enfrentaram. É ainda melhor do que  “The Code Linux”, outro filme clássico sobre o tema.

Site Oficial do Filme:

http://www.revolution-os.com/

Roube este filme

A cerca de 3 meses me indicaram este documentário, e cinéfilo que sou não hesitei em assistir, até pelo título um tanto quanto chamativo: “Steal This Film” (Roube este filme).

Existem hoje duas partes do filme disponíveis para download do próprio site do documentário através de BitTorrent Peer-to-peer, hospedado em trackers abertos como o MiniNova.

Exitem indícios de que em 2008 estará disponível também a terceira parte do documentário.

Foi produzido por um grupo que se auto denomina “The League of Noble Peers”.

A primeira parte, lançada por meados de 2006, conta com entrevistas ilustres de membros do ThePirateBay, site que ficou muito famoso por ter sido fechado por ter disponibilizado para download filmes antes de saírem no cinema. Conta também com entrevistas de membros do Partido Pirata da Suécia, fundado por um ex colaborador da Microsoft. Alguns film-makers também cedem entrevistas para o documentário dizendo como agem e o propósito pelo qual fazem isso.

A segunda parte aborda uma temática diferente, trazendo à tona principalmente a discussão sobre os aspectos culturais e tecnológicos do copyright. Fazem até uma brincadeira dizendo que “a propriedade intelectual é o petróleo do século 21”. Dizem que ninguém pode ser privado de ter acesso a certa informação só por quê não tem dinheiro para comprá-la. Conta também com inúmeras entrevistas com usuários da tecnologia bittorrent, administradores de Trackers, e também o outro lado da história, os membros da indústria musical e de filmes.

Os Legenders também entraram nessa campanha, e existem legendas das mais diversas línguas, incluindo o português.

welove

É interessante fazer uma observação que segundo as “regras” do bittorrent o site não hospeda os arquivos, e não posta, quem posta são os usuários, e disponibilizam os arquivos dos seus computadores caseiros ou servidores dedicados,  e os sites de bittorrent apenas idexam os arquivos.

O filme é free para baixar, basta você ter algum cliente BitTorrent, e eu sugiro para quem ainda não tem, que utilize o uTorrent. O site aceita doações para próximas produções e já arrecadou mais de U$5.000.

Para quem sabe um pouquinho de inglês, no YouTube também está disponível a parte II para assistir na íntegra.

Link do youtube: http://www.youtube.com/watch?v=xpXK8mDTiNg

IT Crowd - Segunda Temporada

Artigo publicado no blog Gestão TI, dia 15/01/08

Algum tempo atrás eu publiquei aqui uma postagem sobre a série IT Crowd, que conta as desventuras de dois nerds, sem nenhum traquejo social, trabalhando no setor de TI de uma grande corporação. Neste final de semana tive a oportunidade de assistir a segunda temporada, que a exemplo da primeira tem apenas seis episódios. Esta segunda temporada traz menos menções a TI e concentra-se mais no humor nonsense da dupla protagonista: os analistas de suporte Moss e Roy. Para quem já viu a primeira temporada, posso dizer que a segunda está mais engraçada e o primeiro episódio desta (The Work Outing) é o mais legal de toda a série.

Apesar das citações a TI ficarem em segundo plano, dá para destacar um momento que me deu calafrios: o provável futuro presidente da empresa (o dono e fundador cometeu suicídio quando foi procurado pela polícia, por causa de irregularidades com fundos de pensão) diz para a Gerente de TI, Jen, que nunca gostou do setor de TI, não sabe para o que este serve e que vai destruí-lo e fazer um grande banheiro no lugar! Por precaução, nunca vou mostrar essa série para os diretores da empresa em que trabalho..

Outro momento antológico desta temporada é uma propaganda anti-pirataria(escracho total), presente em um filme pirata que o Moss e o Roy estão assistindo.
Veja no youtube: http://www.youtube.com/watch?v=QcsAqC1PG3YIT Crowd tem humor tipicamente britânico, do tipo que algumas pessoas daqui amam e a maioria odeia, mas posso afirmar que os nerds e internautas de plantão irão adorar esta série que tem grandes chances de se tornar cult.

Referências:

Filme: The Code Linux

Artigo publicado no blog Gestão TI, dia 09/01/08


O documentário de 2001 inicia com o Richard Stallman fazendo uma bela analogia entre receitas gastronômicas e software livre, além de Eric Raymond explicando a cultura hacker. O filme conta também com depoimentos de personalidades como Alan Cox, John “Maddog” Hall, Dave Miller, Andrew Leonard, Eric Allman, Miguel de Icaza, Robert Young e muitos outros.
Uma das partes que eu achei mais interessantes foi a mais focada em acompanhar o desenvolvimento de Linus Torvalds. A transformação de um cara introvertido e reservado em um líder carismático. Linus nasceu em 28 de dezembro de 1969. Depoimentos dos pais de Linus mostram que o ambiente de incentivo ao uso de tecnologias foi fundamental na formação do Linus: tanto o pai quanto o filho eram vidrados em tecnologia, segundo conta a mãe. Naquele tempo, segundo o pai, era muito mais fácil entender a essência do funcionamento do computador, pois este se apresentava muito mais simples e transparente, sem as distrações dos sistemas modernos.
A diferença do projeto do Linux para o GNU era que o primeiro não pretendia ser algo grandioso, como era o caso do GNU. A idéia de Linus era auxiliar os estudantes que não tinham condições de adquirir um computador com UNIX, sistema criado em 1969 pela AT&T e Bell labs, e que era caríssimo na época.
Em 17 de setembro de 1991 Linus enviou para a rede a versão 0.01 do Linux, em uma época que a Microsoft dominava totalmente o mercado e Tim Berners Lee havia criado a World Wide Web. As reações a atitude de Linus começaram a aparecer em poucas horas.
Antes de disponibilizar o sistema Linux, Linus tinha duas opções: distribuir gratuitamente ou vendê-lo. Ele jamais teria se tornado tão importante se não optasse pela primeira alternativa. A verdade é que a princípio Linus não desejava distribuir o Linux gratuitamente. Ele estudou muito tempo para tomar essa decisão e decidiu usar a licença GPL, para licenciar o Linux, porque havia usado um compilador com essa licença para compilar o Linux.
A GPL foi criada em meados dos anos 80 pela Free Software Foundation. Este tipo de licença preza que se você alterar e melhorar um software sob ela, deve então disponibilizar o código e as melhorias gratuitamente para todos.
Uma curiosidade: o primeiro nome pensado por Linus para o seu sistema foi Freax, para expressar uma idéia de livre, mas mais tarde ele preferiu usar o Linux, criado por Ari Lemmke, que colocou esse nome no diretório de FTP que estava hospedando os arquivos, sendo o “x” uma referência ao UNIX, o sistema que Linus se baseou para criar o Linux.
Na época do lançamento da versão 0.01 do Linux, a grande barreira a sua utilização era a velocidade de conexão das pessoas a internet, que era muito limitada. Ao mesmo tempo isso criou uma grande colaboração entre os entusiastas do sistema, pois foram criados depositórios dos arquivos em vários lugares do mundo para disponibilizar estes mesmos para o maior número de pessoas possível. Em 1994 foi lançada a versão 1.0 do Linux.
Outro importante foco do documentário é a discussão acerca de software livre e opensource. Em 1984, Stallman deixou seu emprego no MIT e passou a se dedicar ao projeto GNU. Uma de suas lamentações é que a idéia de free software é confundida pelas pessoas com software grátis, e não de liberdade e colaboração, como na verdade ele propõe, em depoimento no documentário.
O open source foi uma sacada das pessoas e empresas que não concordavam com a idéia de free software, e queriam recompensas financeiras pelas inovações criadas por elas. O open source foi importante porque viabilizou o negócio de empresas visionárias que queriam melhorar e massificar o Linux, mas queriam faturar com isso, o que é natural.
Muitas pessoas não acreditaram na viabilidade comercial dos negócios com o Linux, mas este se provou muito prolífico no setor de serviços, principalmente de suporte, como mostrou a Red Hat. Em 1999, as empresas que tinham seus negócios voltados ao Linux explodiram nas bolsas, acompanhando a bolha da internet, e continuam em alta até hoje.
Para fechar este post, mais duas idéias interessantes apresentadas no filme:

  1. O linux proporcionou uma das maiores transferências de riquezas da história, dos países ricos para países em desenvolvolvimento, por causa do compartilhamento de conhecimento que isso gerou.
  2. “A força do Linux é que se ninguém poder te ajudar, você tem ainda a opção de criar seu próprio caminho, pois pode ter a sua cópia do Linux e fazer o que quiser para melhorá-la para o seu uso.” - Linus Torvalds.

Agradecimento - Agradeço ao Bruno Laturner pela correção sobre a criação do nome Linux.

Mais referências sobre o filme:
Assista o filme no google vídeo (sem legendas)
http://www.vivaolinux.com.br/dicas/verDica.php?codigo=4546
http://www.vivaolinux.com.br/dicas/verDica.php?codigo=2064
http://www.guiadohardware.net/news/2003/09/index.php

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