Filme: The Code Linux

Artigo publicado no blog Gestão TI, dia 09/01/08


O documentário de 2001 inicia com o Richard Stallman fazendo uma bela analogia entre receitas gastronômicas e software livre, além de Eric Raymond explicando a cultura hacker. O filme conta também com depoimentos de personalidades como Alan Cox, John “Maddog” Hall, Dave Miller, Andrew Leonard, Eric Allman, Miguel de Icaza, Robert Young e muitos outros.
Uma das partes que eu achei mais interessantes foi a mais focada em acompanhar o desenvolvimento de Linus Torvalds. A transformação de um cara introvertido e reservado em um líder carismático. Linus nasceu em 28 de dezembro de 1969. Depoimentos dos pais de Linus mostram que o ambiente de incentivo ao uso de tecnologias foi fundamental na formação do Linus: tanto o pai quanto o filho eram vidrados em tecnologia, segundo conta a mãe. Naquele tempo, segundo o pai, era muito mais fácil entender a essência do funcionamento do computador, pois este se apresentava muito mais simples e transparente, sem as distrações dos sistemas modernos.
A diferença do projeto do Linux para o GNU era que o primeiro não pretendia ser algo grandioso, como era o caso do GNU. A idéia de Linus era auxiliar os estudantes que não tinham condições de adquirir um computador com UNIX, sistema criado em 1969 pela AT&T e Bell labs, e que era caríssimo na época.
Em 17 de setembro de 1991 Linus enviou para a rede a versão 0.01 do Linux, em uma época que a Microsoft dominava totalmente o mercado e Tim Berners Lee havia criado a World Wide Web. As reações a atitude de Linus começaram a aparecer em poucas horas.
Antes de disponibilizar o sistema Linux, Linus tinha duas opções: distribuir gratuitamente ou vendê-lo. Ele jamais teria se tornado tão importante se não optasse pela primeira alternativa. A verdade é que a princípio Linus não desejava distribuir o Linux gratuitamente. Ele estudou muito tempo para tomar essa decisão e decidiu usar a licença GPL, para licenciar o Linux, porque havia usado um compilador com essa licença para compilar o Linux.
A GPL foi criada em meados dos anos 80 pela Free Software Foundation. Este tipo de licença preza que se você alterar e melhorar um software sob ela, deve então disponibilizar o código e as melhorias gratuitamente para todos.
Uma curiosidade: o primeiro nome pensado por Linus para o seu sistema foi Freax, para expressar uma idéia de livre, mas mais tarde ele preferiu usar o Linux, criado por Ari Lemmke, que colocou esse nome no diretório de FTP que estava hospedando os arquivos, sendo o “x” uma referência ao UNIX, o sistema que Linus se baseou para criar o Linux.
Na época do lançamento da versão 0.01 do Linux, a grande barreira a sua utilização era a velocidade de conexão das pessoas a internet, que era muito limitada. Ao mesmo tempo isso criou uma grande colaboração entre os entusiastas do sistema, pois foram criados depositórios dos arquivos em vários lugares do mundo para disponibilizar estes mesmos para o maior número de pessoas possível. Em 1994 foi lançada a versão 1.0 do Linux.
Outro importante foco do documentário é a discussão acerca de software livre e opensource. Em 1984, Stallman deixou seu emprego no MIT e passou a se dedicar ao projeto GNU. Uma de suas lamentações é que a idéia de free software é confundida pelas pessoas com software grátis, e não de liberdade e colaboração, como na verdade ele propõe, em depoimento no documentário.
O open source foi uma sacada das pessoas e empresas que não concordavam com a idéia de free software, e queriam recompensas financeiras pelas inovações criadas por elas. O open source foi importante porque viabilizou o negócio de empresas visionárias que queriam melhorar e massificar o Linux, mas queriam faturar com isso, o que é natural.
Muitas pessoas não acreditaram na viabilidade comercial dos negócios com o Linux, mas este se provou muito prolífico no setor de serviços, principalmente de suporte, como mostrou a Red Hat. Em 1999, as empresas que tinham seus negócios voltados ao Linux explodiram nas bolsas, acompanhando a bolha da internet, e continuam em alta até hoje.
Para fechar este post, mais duas idéias interessantes apresentadas no filme:

  1. O linux proporcionou uma das maiores transferências de riquezas da história, dos países ricos para países em desenvolvolvimento, por causa do compartilhamento de conhecimento que isso gerou.
  2. “A força do Linux é que se ninguém poder te ajudar, você tem ainda a opção de criar seu próprio caminho, pois pode ter a sua cópia do Linux e fazer o que quiser para melhorá-la para o seu uso.” - Linus Torvalds.

Agradecimento - Agradeço ao Bruno Laturner pela correção sobre a criação do nome Linux.

Mais referências sobre o filme:
Assista o filme no google vídeo (sem legendas)
http://www.vivaolinux.com.br/dicas/verDica.php?codigo=4546
http://www.vivaolinux.com.br/dicas/verDica.php?codigo=2064
http://www.guiadohardware.net/news/2003/09/index.php

file.io - compartilhamento de arquivos na web

 Artigo publicado no blog Gestão TI, dia 07/01/08

Conheci este serviço pelo Gattune e resolvi testá-lo. Acessando a página do file.io, me impressionei muito pela simplicidade e facilidade para criar uma conta. Basta apenas escolher um diretório (que será o login), e uma senha, além de digitar as famosas palavras de verificação. Em um minuto criei minha conta e já tinha a minha página para compartilhar arquivos: http://file.io/thiagotorquato.
Uma outra coisa que eu achei muito legal no serviço é o visualizador de imagens e player de mp3 integrados na página, que permitem o acesso a estes tipos de arquivos sem nenhum recurso adicional do sistema, além do browser (com flash instalado). A capacidade de armazenamento de cada conta é de 200MB, e o tamanho máximo por arquivo é de 100 MB, além de suporte a feeds, que permite saber automaticamente quando um diretório foi atualizado. Vale a pena experimentar!

Screenshots:

fig1. conta criada em um minuto e upload de arquivos descomplicado.fig2. teste de upload de um arquivo mp3fig3. teste do player mp3

FormFacil.com - criação e publicação gratuita de formulários na web

Artigo publicado no blog  Gestão TI, dia 02/01/08 

O FormFacil é uma ferramenta gratuita, muito útil para as empresas que querem enviar formulários web aos clientes e não dispõem de recursos e pessoal especializado para a criação. Quando eu digo empresas, quero dizer que serão as maiores beneficiárias do serviço, mas não as únicas. A ferramenta pode ser útil para qualquer pessoa: um profissional que quer fazer uma pesquisa de satisfação interna sobre determinado tema com os demais colaboradores, um blog que quer fazer uma enquete com os seus leitores, um estudante realizando uma pesquisa acadêmica, etc. O serviço é extremamente fácil de utilizar e em questão de poucos minutos eu consegui criar um formulário e publicar na web. Para quem tiver mais dificuldade em utilizar a ferramenta, o site possui três vídeos para facilitar o aprendizado: Criando um Formulário, Preenchendo um formulário e gerando um relatório e Relacionando dados entre formulários. Preciso destacar também o blog do serviço que está disponível no site e pode ajudar as pessoas a resolverem os seus questionamentos.

Atualmente a ferramenta permite criar oito diferentes tipos de campos:

  • Texto simples;
  • Texto descritivo;
  • Data;
  • Número;
  • Valor R$;
  • Lista de Seleção (permite escolher apenas uma opção, tipo a que vemos na escolha de estados e cidades);
  • Marcador (permite escolher mais de uma opção);
  • Múltipla escolha (permite escolher apenas uma opção, mas todas as alternativas ficam visíveis na tela, como nos quiz que encontramos em vários sites na internet).

Os formulários que são criados ficam publicados na web através do endereço www.formfacil.com/seucadastro/nomedoformulario.

Veja um formulário teste que eu criei utilizando algumas variáveis disponíveis na ferramenta: http://www.formfacil.com/titorck/teste.

Também é possível configurar itens como as cores , uma descrição do formulário, um email para ser contatado cada vez que alguém preencher um formulário, se deseja deixar o mesmo aberto a todos ou não(publicado no site do formfacil.com), etc.

O FormFacil.com encontra-se na versão alfa e é difícil saber se o serviço vai dar certo ou não, visto que não é cobrado nada dos usuários e os desenvolvedores ainda estão procurando formas de lucrar com o site. Caso o serviço deslanche, podemos ter novos recursos que deixarão o site melhor e mais útil futuramente.

Experimente o serviço e dê a sua opinião: http://www.formfacil.com/

Greenwashing

Artigo publicado no blog Gestão TI, dia 26/12/07 

O termo é novo, e eu tive conhecimento dele essa semana, na revista Superinteressante de dezembro. Ele quer dizer lavagem verde, na tradução do inglês. Este é o neologismo que estão usando para designar empresas que gastam rios de dinheiro para o seu “esverdeamento”, ou seja, marketing de que preservam o ambiente e são ecologicamente corretas. Estas empresas gastam mais nas campanhas de marketing do que na preservação de fato.

O greenwashing é uma consequência direta dos focos de histeria coletiva em torno do aquecimento global. As empresas perceberam que o “eco” está na moda e vai ser mais vendável nos próprios anos e já estão tratando de investir na imagem, pois quem não se adequar ao verde pode ser crucificado futuramente. Neste caso, vamos precisar de atenção para diferenciar quem vende de quem faz.

O profissional de TI deve estar atento a todas as movimentações neste assunto, porque a adequação ao verde é uma necessidade para a TI, e não apenas mais uma forma de ganhar dinheiro. A escassez de energia afeta diretamente o setor de tecnologia, e a escalada do consumo já está se mostrando acima do que as fornecedoras podem suprir. A TI verde foi apontada em diversas pesquisas, inclusive do Gartner, como uma das mais fortes tendências para 2008.

Postagens antigas sobre o tema TI Verde(Blog Gestão TI):

Media-Convert: conversão online de vídeo, áudio, imagens, documentos e arquivos diversos

Artigo publicado no blog Gestão TI, dia 21/12/07 

O site Media-Convert faz a conversão de arquivos de áudio, vídeo, imagens e diversos formatos de documentos. O processo é simples: você aponta o caminho do arquivo na sua máquina ou em um endereço da web e o site detecta a extensão do arquivo e dá as opções e recursos de conversão. Depois de configurar e mandar começar a conversão, é feito um upload do arquivo, e depois de feita a conversão, o site aponta um link para download do arquivo convertido.

Nos testes, até arquivo zipado com senha ele conseguiu converter corretamente, bastando apenas configurar as informações adicionais necessárias. Fiz testes com arquivos de vídeo, texto e áudio, e em todos ele gerou o arquivo corretamente. Ele substitui programas desktop então? Na minha opinião, não. Principalmente pela demora do processo, ainda mais se for para manipular arquivos grandes. Mas nos casos de arquivos pequenos, desconhecidos ou em emergências, com certeza é um ótimo quebra galho. E tudo é gratuito, sem nem ao menos precisar preencher algum cadastro.

 

 

Site em português: http://media-convert.com/conversor/

 

 

Screenshots(clique nas imagens para visualizar em tamanho maior):

 

 


fig1. convertendo vídeo .wmv para .mov

fig2. Arquivo convertido disponível para download

fig3. Download do arquivo convertido

fig4. Conversão de arquivo de áudio - ao identificar a extensão, o site mostra a lista de formatos em que o arquivo pode ser convertido


fig5. zipando arquivo .xls com senha “teste”

fig6. link para o arquivo zipado com senha